Oficiais de Justiça se mobilizam e vão à Corregedoria-Geral da Justiça para manter direitos

A diretoria do Sindicato dos Oficiais de Justiça de Goiás (Sindojusgo) acompanhada de representantes da categoria que trabalham no interior do estado e na capital, participaram de reunião na sala da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJGO), no Tribunal de Justiça de Goiás, na tarde desta terça-feira (02.07).

A comitiva foi recebida pelo Corregedor-geral da Justiça Kisleu Dias Maciel Filho, dos juízes auxiliares da Corregedoria Donizete Martins, Aldo Guilherme Sabino e Algomiro Carvalho e pelo secretário-geral da CGJGO, Rui Gama.

“Mais de cem oficiais de justiça marcaram presença no Tribunal de Justiça para a reunião. Como nem todos poderiam entrar, foram escolhidos os líderes dos oficiais de justiça que trabalham no interior, no plantão e no Cenopes para participarem da reunião e o restante da categoria permaneceu, em peso, até o fim do encontro aguardando o resultado”, explicou o presidente do Sindojusgo, Moizés Bento.

O grupo solicitou que os oficiais de justiça efetivos não façam parte do PROAD 38131, de 2018, que nivela os valores dos mandados tanto para os efetivos, como para os ad hoc.

“O argumento da diretoria financeira é criar uma economia para o Fundesp. Mas acreditamos que para gerar economia é preciso rever as atividades paralelas à justiça, como os terceirizados, que são as empresas de segurança, limpeza e outros. Não se pode prejudir a atividade que é fundamental para que a justiça chegue até a população”, ressalta, Moizés.

O andamento do PROAD 102997, que pede a padronização das faixas de 100 em 100, referentes ao pagamento da assistência judiciária, também foi um dos assuntos abordados.

“O Corregedor se sentiu surpreso em relação ä minuta, disse que o PROAD ainda não chegou até ele e garantiu que qualquer mudança será discutida amplamente com a categoria. Nós continuamos atentos ao andamento desses processos e cientes de que, qualquer movimentação que possa prejudicar a nossa categoria, será combatida com relatórios baseados na realidade do oficial de justiça efetivo”, completa o presidente.